
Um vento francês soprou no Rio de Janeiro por volta dos anos de 1920. Mas isso não é nenhuma novidade, aliás o Rio chegou a chamar-se França Antártica, mas isso não vem ao caso.
Estamos falando deste compositor que bebeu na música de salão brasileira e escreveu "Saudades do Brasil".
Conhecido por ser o criador da "Politonalidade", Darius Milhaud é um compositor curioso. Escrevia sem medidas, e embora grande parte de sua obra seja pouco criteriosa como dizem seus detratores algumas alcançam um nível de excelência.
Claro, compará-lo com Villa-Lobos e Stravisnky é no mínimo covardia... aliás, comparações são quase sempre covardes e inúteis.
Mas se quisermos cometer ainda mais uma covardia, Milhaud é um gênio de criatividade perto de Vincent d' Indy (seu professor, e de quem Villa-Lobos leu o "Curso de Composição"). d'Indy tem tanta criatividade quanto um esquadro.
Darius Milhaud, na verdade, foi um catalizador da música urbana; foi também uma espécie de experimentalista da ortodoxia musical. A sua música é no mínimo curiosa. Vale a pena ser ouvida. Não é pretenciosa, não quer ser uma "obra prima" e não quer agradar.
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